quarta-feira, 8 de abril de 2015

POR QUÊ EUCALIPTO?





   Os eucaliptos são árvores de crescimento rápido, de alta rotatividade natural e comercial, em que a idade de corte chega a ser 5 a 7 anos e que possuem boa adaptação ao clima brasileiro. O eucalipto produz ainda, com um menor custo, muito mais madeira por área quando comparado com os demais países. A produtividade alcança de 45-50m³/há/na, enquanto nos EUA e Finlândia corresponde a 10 e 4 m³/há/ano, respectivamente.
A fibra de eucalipto é utilizada na produção de papel e celulose, por contas das vantagens já citadas além da alta eficiência operacional, baixo custo de produção, maior rendimento com menor uso de madeira e aditivos químicos, maior produção de polpa por valor investido, alta opacidade, maciez e boa absorção. O principal benefício do plantio de eucalipto em relação a outras culturas é a redução das áreas cultivadas. Por exemplo, um hectare plantado com cana-de-açúcar produz 10,6 toneladas de biomassa ao ano, enquanto um hectare plantado com eucalipto gera de 23 a 25 toneladas de biomassa no mesmo período. Portanto, para se produzir a mesma quantidade de biomassa a partir de cana-de-açúcar, seria necessária uma área de plantio pelo menos duas vezes maior que uma área plantada com eucalipto. Além disso, de acordo com dados da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (ABRAF), o eucalipto usa menos água do que culturas de café e cana-de-açúcar, e produz mais biomassa por quantidade consumida do que outras culturas comuns no Brasil. Embora muitas vezes criticadas pela opinião pública como uma ameaça às florestas naturais, as florestas plantadas de Eucalyptus e Pinus cumprem, na verdade, um papel de compensação, fornecendo a matéria-prima que de outra forma seria obtida das florestas naturais. O eucalipto “não tem tantas exigências como outras culturas. Teoricamente ele se desenvolve em qualquer tipo de solo, qualquer tipo de condição climática. Existem diferenças entre as variedades, por exemplo, algumas sofrem mais com o déficit hídrico do que as outras. Mas, em geral, existem variedades específicas para cada região”, esclarece a engenheira agrônoma Elisia Galvão.

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